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Prefeitura embarga obras de dois conjuntos habitacionais para 500 famílias na Zona Leste de SP

Prefeitura de SP embarga obra de moradia popular O sonho da casa própria para 500 famílias de baixa renda na Zona Leste de São Paulo foi adiado após a prefe...

Prefeitura embarga obras de dois conjuntos habitacionais para 500 famílias na Zona Leste de SP
Prefeitura embarga obras de dois conjuntos habitacionais para 500 famílias na Zona Leste de SP (Foto: Reprodução)

Prefeitura de SP embarga obra de moradia popular O sonho da casa própria para 500 famílias de baixa renda na Zona Leste de São Paulo foi adiado após a prefeitura embargar as obras de dois conjuntos habitacionais no Parque São Rafael, alegando falta de licença para movimentação de terra. O embargo foi determinado pela Subprefeitura de São Mateus em 7 de maio e atingiu os conjuntos habitacionais Dorothy Stang e Martin Luther King, que seriam construídos em esquema de mutirão na Rua Santo André Avelino. Segundo o movimento social responsável pelos empreendimentos, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra Leste 1, a obra possui autorização emitida pela própria prefeitura desde 2018. Terreno que faz parte de obra de moradia popular que foi embargada pela Prefeitura de SP na Zona Leste Reprodução/TV Globo Os empreendimentos devem atender famílias com renda de até dois salários mínimos. As obras começaram em dezembro do ano passado e, segundo a placa instalada no local, tinham previsão de conclusão para dezembro de 2027. Neste sábado (16), o terreno de quase 15 mil metros quadrados permanecia parado. A militante do movimento Ivanisa Rodrigues afirmou que as famílias também participariam diretamente da construção dos imóveis. “Aqui, a gente vai trabalhar como mutirão. Durante a semana, têm os trabalhadores especializados contratados, mas, no final de semana, as famílias põem a mão na massa”, disse. Para a assistente administrativa Raquel da Silva, a paralisação representa mais um atraso na realização do sonho. “São mais de dez anos. Apesar que, desde que me entendo por gente, 18 anos, que a gente sonha com a casa própria, né? Que é a moradia digna e justa”, afirmou. Segundo documento da subprefeitura, a fiscalização alegou que as obras não possuíam um alvará específico para as escavações e serviços de terraplanagem realizados no terreno. O texto determina que as obras permaneçam embargadas “até que a situação seja regularizada” e estabelece prazo de cinco dias para apresentação de defesa, sob pena de multa de R$ 55 mil. Após o embargo, o movimento protocolou um ofício na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento apresentando um alvará de execução emitido pela própria prefeitura. Segundo o documento apresentado pelo movimento, “o presente alvará de execução inclui o movimento de terra autorizado com base nos dados técnicos apresentados”. Ivanisa Rodrigues afirmou que o empreendimento recebeu aval de diferentes órgãos públicos. “A gente escutou todos os órgãos oficiais, como Secretaria de Verde e Meio Ambiente, Secretaria de Licenciamento, a Cetesb, todos os órgãos que são responsáveis pelo licenciamento, que nos autorizaram construir”, disse. Ela também criticou o embargo da obra. “Não tem nenhum sentido a prefeitura aportar recursos para uma obra e, ao mesmo tempo, embargá-la. Então, que ela reconheça a validade do nosso alvará e permita a construção das unidades”, afirmou. Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que as obras foram embargadas porque o alvará perdeu a validade e porque não havia licença específica para movimentação de terra. A administração municipal afirmou ainda que a regularização deve ser feita na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento e na Subprefeitura de São Mateus.